Sim, é perfeitamente viável sair do consultório odontológico com o dente provisório fixo instalado no mesmo dia da cirurgia de implante. A técnica que possibilita essa agilidade clínica chama-se carga imediata: a fixação de uma coroa protética transitória sobre o pino de titânio ou cerâmica no intervalo de poucas horas ou no prazo máximo de 24 a 48 horas após a intervenção. Essa abordagem elimina por completo a necessidade de utilizar antigas próteses removíveis temporárias ou de conviver com falhas visíveis no sorriso durante o período de cicatrização. Para entender detalhadamente como funciona implante carga imediata, é indispensável compreender que o procedimento não desafia as leis biológicas do organismo; ele as utiliza com precisão cirúrgica por meio de ancoragem óssea milimétrica, estabilidade mecânica rígida e desoclusão funcional controlada.
Para pacientes que buscam reabilitar perdas unitárias ou múltiplos dentes com o padrão ouro de implante dentário arcos mg, a possibilidade de não passar nenhum dia desdentado representa um salto gigantesco de qualidade de vida, segurança profissional e conforto emocional. Em cidades como Arcos, Formiga, Pains, Iguatama e Lagoa da Prata, a Armo Odontologia & Saúde Integrada combina tomografia computadorizada Cone Beam tridimensional, escaneamento intraoral de alta precisão e planejamento reverso para executar a carga imediata com previsibilidade absoluta.
Camada 1: Como Funciona o Implante Carga Imediata na Fisiologia e Biomecânica Óssea
O princípio biológico que sustenta qualquer implante é a osseointegração, descrita formalmente na década de 1960 pelo médico e pesquisador sueco Per-Ingvar Brånemark. A osseointegração é a conexão funcional e estrutural direta entre o osso vivo receptor e a superfície de um implante de titânio comercialmente puro submetido a cargas mecânicas. Na abordagem convencional criada no século passado, recomendava-se aguardar de 3 a 6 meses de cicatrização submersa sob a gengiva antes de expor o implante e instalar qualquer dente.
Mas o avanço dos tratamentos de superfície por ataque ácido e jateamento nanotecnológico mudou esse paradigma. Para entender a engenharia da carga imediata, imagine a instalação de uma bucha de alta fixação em uma parede de alvenaria densa: se a bucha entra justa, sob forte pressão e ancoragem por atrito mecânico nas roscas, ela sustenta uma carga estática de imediato. Contudo, na biologia óssea, há duas formas distintas de estabilidade que atuam em momentos complementares:
- Estabilidade Primária (Mecânica): É a retenção puramente física obtida no ato cirúrgico pelo aperto friccional das roscas corticais do pino contra as paredes do osso alveolar. Ela depende da densidade do osso, do desenho cônico do pino e do torque cirúrgico de inserção medido em Newton-centímetro (N.cm).
- Estabilidade Secundária (Biológica): É a união biológica definitiva construída ao longo de semanas pela diferenciação de células mesenquimais em osteoblastos, que depositam nova matriz de colágeno mineralizada (osso lamelar maduro) diretamente sobre os poros microscópicos do titânio.
O ponto crítico da técnica reside na famosa curva de estabilidade de Schroeder. Nos primeiros 14 a 28 dias após a cirurgia, a estabilidade primária mecânica diminui de forma natural devido à reabsorção óssea inicial pelos osteoclastos para remodelar as microfraturas da fresagem. Ao mesmo tempo, a estabilidade secundária biológica ainda está no início de sua curva ascendente. O intervalo entre a 3ª e a 4ª semana é conhecido na literatura científica como o vale de estabilidade (ou estabilidade crítica).
O Limite Crítico da Micromovimentação Celular
Investigações seminais de Brunski, Cameron e Szmukler-Moncler comprovaram que a interface osso-implante tolera micromovimentações de 50 a 100 micrômetros (µm) sem prejuízo à cicatrização; níveis controlados de deformação mecânica chegam inclusive a estimular a osteogênese mecanotransduzida. Todavia, se o dente receber cargas oclusais pesadas que gerem micromovimentações superiores a 150 µm durante as fases iniciais, os capilares sanguíneos recém-formados se rompem continuamente.
Quando esses vasos se rompem, o aporte de oxigênio cai e os osteoblastos morrem, sendo substituídos por fibroblastos. O resultado é o encapsulamento fibroso do pino por um tecido conjuntivo mole e cicatricial, impedindo a osseointegração e causando a perda do implante. É por essa razão exata que o dente provisório instalado no mesmo dia jamais recebe mastigação de força total.
Preservação Imediata do Perfil de Emergência e do Bundle Bone
Além do conforto estético inegável, a carga imediata oferece um benefício biológico crucial: a preservação do feixe ósseo alveolar vestibular (bundle bone). Quando um dente é extraído e nenhum elemento protético anatômico é posicionado no alvéolo, o ligamento periodontal é reabsorvido, levando a uma atrofia óssea horizontal de 40% a 60% nos primeiros meses. A coroa provisória imediata preenche o espaço cervical, funcionando como um molde biológico que mantém o contorno da margem gengival e impede a perda das papilas interdentais, garantindo a estética vermelha natural do sorriso.
Camada 2: Critérios de Elegibilidade e Contraindicações Clínicas Rigorosas
Embora extremamente desejada, a carga imediata não pode ser indicada para todos os casos de forma indiscriminada. A segurança cirúrgica e o sucesso a longo prazo exigem uma triagem rigorosa de parâmetros anatômicos e sistêmicos.
Densidade Óssea pela Classificação de Lekholm & Zarb
A arquitetura e densidade do osso maxilomandibular são avaliadas na tomografia computadorizada Cone Beam tridimensional conforme os quatro tipos descritos por Lekholm e Zarb:
- Osso Tipo I: Predomínio quase total de cortical espessa e homogênea, comum na região anterior da mandíbula. Proporciona torque de inserção muito alto, mas possui menor vascularização medular, exigindo irrigação abundante para não aquecer o leito.
- Osso Tipo II: Cortical espessa circundando osso esponjoso denso. É o padrão de ouro da implantodontia para carga imediata, combinando excelente ancoragem mecânica primária com rica vascularização para a cicatrização celular.
- Osso Tipo III: Fina camada cortical envolvendo osso esponjoso de trabeculado consistente, frequente na maxila anterior. Altamente favorável para dentes estéticos imediatos quando combinada com implantes de desenho cônico condensador.
- Osso Tipo IV: Cortical delgada sobre osso medular muito poroso e de baixa densidade, típico da região posterior da maxila. Nessa área, a carga imediata em dentes unitários é geralmente contraindicada devido ao risco de torque mecânico insuficiente (abaixo de 30 N.cm).
Parâmetros Biomecânicos de Torque e ISQ
No momento da cirurgia, o cirurgião-dentista utiliza um torquímetro digital calibrado ou o mostrador do motor cirúrgico para aferir a resistência final de inserção do pino. Para que a instalação da coroa no mesmo dia seja liberada com segurança ética e científica, o torque deve atingir no mínimo 35 a 45 N.cm. Além do torque estático, clínicas avançadas utilizam a análise de frequência de ressonância eletromagnética (tecnologia Osstell), que afere a rigidez lateral através do Quociente de Estabilidade do Implante (ISQ). Um valor de ISQ igual ou superior a 65 a 70 chancela a segurança imediata.
Mas aqui está o detalhe que quase ninguém te conta: se o osso do paciente for excessivamente frouxo e o torque final atingir apenas 20 ou 25 N.cm, o especialista experiente não forçará a instalação do provisório fixo. O pino permanecerá protegido com um cicatrizador ou sob a gengiva e o dente provisório será mantido por um dispositivo adesivo ou placa estética sem carga durante o período biológico de cicatrização.
Contraindicações Clínicas Absolutas e Relativas
Algumas condições clínicas impedem ou exigem adiamento da técnica imediata:
- Infecções Periapicais Agudas Ativas: Presença de supuração purulenta abundante, abscesso agudo ou fístula bacteriana no alvéolo pós-extração inviabilizam a carga imediata imediata até a completa descontaminação do sítio.
- Diabetes Mellitus Descompensada: Taxa de hemoglobina glicada (HbA1c) superior a 8,0% compromete a quimiotaxia de neutrófilos, altera a síntese de colágeno e aumenta exponencialmente as falhas de cicatrização.
- Bisfosfonatos Intravenosos e Terapias Anti-RANKL: Medicamentos como ácido zoledrônico ou denosumabe (comuns em tratamentos oncológicos) bloqueiam o remodelamento osteoclástico e trazem risco severo de Osteonecrose dos Maxilares Associada a Medicamentos (MRONJ).
- Tabagismo Severo: Fumar mais de 10 a 15 cigarros por dia provoca vasoconstrição periférica severa pelos derivados de cianeto e nicotina, triplicando os índices de falha em comparação com pacientes não fumantes.
- Bruxismo Excêntrico Grave Descontrolado: O hábito parafuncional de ranger ou apertar os dentes com forças axiais e oblíquas desmedidas pode quebrar a estabilidade primária do pino se o paciente não estiver com placas de oclusão rígidas e acompanhamento preventivo.
Camada 3: Protocolo Cirúrgico e Passo a Passo no Consultório Moderno
O fluxo de trabalho moderno que viabiliza o dente no mesmo dia com ausência de cortes dolorosos e recuperação quase imperceptível apoia-se inteiramente na odontologia digital 3D.
Etapa 1: Diagnóstico Digital Tridimensional e Escaneamento Intraoral
O protocolo começa com a realização de uma Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (Cone Beam), que entrega a réplica exata da espessura, altura e densidade do rebordo ósseo em escala real 1:1, sem as distorções típicas da radiografia panorâmica bidimensional. Concomitantemente, uma câmera intraoral de alta definição captura a geometria dos arcos dentários, textura dos tecidos moles e a oclusão do paciente em arquivos digitais tridimensionais.
Etapa 2: Planejamento Cirúrgico Virtual Reverso
Os arquivos da tomografia (DICOM) e do escaneamento intraoral (STL) são fundidos em softwares de cirurgia guiada por computador. O planejamento segue a engenharia reversa: primeiro posiciona-se a coroa ideal no computador, respeitando a estética do sorriso e a mordida funcional; em seguida, calcula-se com exatidão submilimétrica a inclinação tridimensional, diâmetro e profundidade onde o pino de titânio deve ser instalado no osso para sustentar essa coroa.
Aprovado o projeto cirúrgico, uma impressora 3D médica prototipa o guia cirúrgico em resina biocompatível esterilizável. O guia conta com anilhas de aço cirúrgico que determinam a angulação e o stop mecânico preciso de cada broca cirúrgica, impedindo qualquer desvio de rota.
Etapa 3: Anestesia de Alta Difusão e Procedimento Flapless Indolor
O tecido ósseo medular é desprovido de terminações nervosas sensoriais de dor; a inervação nociceptiva concentra-se no periósteo externo e na mucosa gengival. Com a utilização de anestésicos locais modernos de alta difusão tecidual — especificamente o Cloridrato de Articaína a 4% com Epinefrina 1:100.000 —, a anestesia instala-se em menos de 2 minutos com eficácia total.
Com o guia 3D posicionado sobre os dentes vizinhos, o cirurgião realiza uma incisão circular mínima correspondente apenas ao diâmetro do pino (técnica flapless ou cirurgia sem retalho). Não há necessidade de cortes extensos na gengiva, descolamento do osso ou múltiplas suturas, o que reduz o inchaço pós-operatório em mais de 80%.
Etapa 4: Osteotomia Sequencial e Proteção Térmica do Osso a 4°C
A fresagem óssea é conduzida com instrumentos de precisão sob rotação controlada (800 a 1.200 RPM) e irrigação estéril abundante com soro fisiológico resfriado a 4°C. Esse cuidado técnico é inegociável: pesquisas consagradas de Eriksson e Albrektsson comprovaram que aquecer o tecido ósseo a 47°C por apenas 60 segundos provoca necrose térmica celular irreversível, impedindo a diferenciação dos osteoblastos e causando a perda prematura do implante.
Etapa 5: Inserção do Implante e Fixação do Pilar Protético
O implante de geometria cônica autorrosqueante é inserido suavemente até atingir a posição planejada no software 3D. Confirmado o torque seguro (≥ 35 a 45 N.cm), acopla-se à plataforma do implante um pilar intermediário de titânio (munhão anatômico ou pilar de carga imediata) com aperto mecânico calibrado.
O Segredo Biomecânico da Infraoclusão: Dente Fixo Sem Tocar na Mastigação
E como é possível o dente ficar no lugar sem prejudicar a cura do osso? A resposta está na infraoclusão total. Durante a confecção e adaptação da coroa provisória (usinada em resina PMMA de alta densidade por sistema CAD/CAM ou confeccionada com resina bisacrílica de alta resistência estética), o cirurgião-dentista realiza um refinado desgaste na face mastigatória da coroa.
O elemento provisório é intencionalmente ajustado para ficar cerca de 0,5 a 1,0 milímetro abaixo da linha de toque dos dentes antagonistas. Quando o paciente fecha a boca, os dentes naturais se tocam normalmente, mas o dente do implante fica ligeiramente livre de contato. Além disso, removem-se todos os contatos mastigatórios durante os movimentos de deslize mandibular (lateralidade e protrusão). O resultado prático é brilhante: esteticamente o sorriso está completo e perfeito para fotos, conversas e convívio social, mas biomecanicamente o pino de titânio está completamente blindado contra forças oclusais prejudiciais.
Para conferir a estrutura completa dos procedimentos, passos cirúrgicos e entender o panorama dos tratamentos reconstrutivos, consulte nosso artigo mestre sobre implante dentário arcos mg.
Camada 4: Cuidados Pós-Operatórios e Linha do Tempo da Recuperação
A previsibilidade da carga imediata depende em 50% da habilidade técnica do especialista e em 50% do cumprimento das orientações pós-cirúrgicas pelo paciente nas primeiras semanas.
Protocolo Medicamentoso Preventivo
A terapêutica medicamentosa busca interceptar a dor e a inflamação antes que elas se instalem:
- Profilaxia Antimicrobiana: Administração oral de Amoxicilina (2g dose de ataque 1 hora antes do procedimento cirúrgico) para garantir nível sérico protetor no instante da osteotomia. Para pacientes com alergia às penicilinas, emprega-se Clindamicina (600 mg 1 hora antes) ou Azitromicina (500 mg).
- Modulação Anti-inflamatória: Uso pré-operatório de Dexametasona (4 mg a 8 mg) em dose única. Essa intervenção reduz os mediadores da cascata inflamatória, minimizando o edema pós-cirúrgico de forma expressiva.
- Analgesia Eficaz: Dipirona Monoidratada (1g a cada 6 ou 8 horas) ou Paracetamol com fosfato de codeína, prevenindo qualquer desconforto nas primeiras 48 horas.
Checklists de Ação Pré e Pós-Procedimento
Siga com rigor as etapas descritas nos checklists abaixo para blindar a sua recuperação:
Checklist Pré-Cirúrgico (Ações Essenciais):
- Realizar profilaxia bucal prévia para eliminar focos bacterianos superficiais.
- Ingerir a medicação preventiva exatamente no horário estipulado na receita.
- Fazer uma refeição leve até 2 horas antes da cirurgia (evitar jejum excessivo sob anestesia local).
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas nas 48 horas antecedentes.
- Suspender anticoagulantes ou antiagregantes somente sob orientação e autorização médica expressa.
- Organizar transporte para retorno ao domicílio com tranquilidade após o procedimento.
Checklist Pós-Cirúrgico Primeiras 48 Horas:
- Aplicar bolsa de gelo na bochecha na região operada (20 minutos de gelo, 20 minutos de descanso).
- Manter dieta estritamente líquida ou pastosa e fria a gelada (iogurtes, caldos frios, vitaminas batidas).
- Não cuspir, não realizar bochechos com força e não utilizar canudos para beber líquidos.
- Dormir com a cabeça mais elevada do que o tronco, utilizando dois travesseiros.
- Suspender qualquer atividade física vigorosa ou exposição direta ao sol quente.
- Iniciar a higienização química suave com Digluconato de Clorexidina a 0,12% sem álcool após 24h.
- Jamais morder alimentos sólidos ou testar a força do dente provisório com a língua ou unhas.
A Linha do Tempo da Recuperação e Cicatrização Biológica
A transição entre o dente provisório e a reabilitação final segue um cronograma bem documentado:
- 0 a 24 Horas: Formação e estabilização do coágulo sanguíneo primário rico em fatores de crescimento (PDGF, VEGF). Repouso absoluto e gelo tópico.
- 48 a 72 Horas: Período correspondente ao pico do edema inflamatório natural, que decresce gradativamente a partir do 4º dia.
- 7 a 14 Dias: Reepitelização da mucosa queratinizada ao redor do pilar de titânio. Avaliação clínica no consultório e eventual remoção de pontos se a cirurgia não tiver sido flapless.
- 3 a 6 Semanas: Fase do vale de estabilidade biomecânica de Schroeder. O cuidado alimentar deve permanecer redobrado, evitando alimentos duros e crocantes em toda a boca.
- 3 a 6 Meses: Osseointegração lamelar consolidada com remodelação óssea completa. Realiza-se o escaneamento intraoral definitivo para a confecção da coroa final em porcelana pura, dissilicato de lítio (E-max) ou zircônia translúcida de altíssima durabilidade.
Camada 5: Comparativo Clínico: Carga Imediata vs Carga Tardia vs Prótese Móvel
A decisão entre carga imediata, implante convencional tardio ou próteses removíveis fundamenta-se nas condições biológicas e nos objetivos estéticos de cada paciente. A tabela comparativa estruturada a seguir detalha essas diferenças sob critérios técnicos e funcionais objetivos:
Camada 6: Perguntas Frequentes sobre Implante com Carga Imediata (FAQ Clínico)
Confira as respostas diretas para as dúvidas mais comuns pesquisadas por pacientes sobre a colocação do dente no mesmo dia:
É realmente possível colocar o dente fixo no mesmo dia da cirurgia?
Sim. É possível sair com um dente provisório fixo e funcional no mesmo dia da cirurgia ou em até 24 a 48 horas, desde que o pino atinja torque mecânico de inserção igual ou superior a 35 a 45 N.cm, o osso possua boa densidade tomográfica e a coroa seja instalada em infraoclusão total.
Como funciona implante carga imediata na mastigação dos primeiros dias?
A coroa provisória da carga imediata não deve ser utilizada para mastigar alimentos consistentes. Ela é planejada em infraoclusão (sem toque nos dentes antagonistas), servindo para devolver a estética do sorriso e a fonação, enquanto a mastigação macia deve ser feita preferencialmente pelo lado oposto.
O dente provisório instalado no mesmo dia é o definitivo?
Não. O dente instalado no mesmo dia é uma coroa provisória confeccionada em resina de alta densidade (PMMA ou bisacrílica). Sua função é preservar o contorno da gengiva e a estética enquanto o osso cicatriza. A coroa definitiva em porcelana ou zircônia é confeccionada após 3 a 6 meses de osseointegração consolidada.
Qual o torque mínimo necessário para instalar o dente na hora?
O consenso científico internacional exige torque cirúrgico de inserção de no mínimo 35 a 45 N.cm e estabilidade por análise de frequência de ressonância com ISQ igual ou superior a 65. Valores inferiores desaconselham a colocação da coroa no mesmo dia para evitar micromovimentações patológicas.
Colocar implante com carga imediata dói mais do que o tradicional?
Não. A sensação é idêntica à do implante convencional e totalmente indolor, pois o procedimento é realizado sob anestesia local de alta difusão tecidual (Articaína a 4%). Com o uso de guias cirúrgicos 3D sem cortes extensos de bisturi (técnica flapless), o pós-operatório costuma ser muito mais suave e sem dor.
E se o torque cirúrgico for menor que 35 N.cm durante a cirurgia?
Se o torque obtido for inferior a 35 N.cm, o cirurgião prioriza a segurança biológica do implante, mantendo o pino protegido sob a gengiva ou com cicatrizador para osseointegração convencional de 3 a 6 meses. O paciente utiliza um dente estético provisório adesivo ou removível sem apoio no implante recém-instalado.
Quais alimentos são permitidos nas primeiras semanas com carga imediata?
Nos primeiros 3 a 5 dias, a dieta deve ser líquida e pastosa fria (vitaminas, sopas batidas em temperatura ambiente, purês e iogurtes). A partir da segunda semana, alimentos macios e brandos cozidos (peixes, ovos, arroz empapado) são liberados, sendo proibido morder alimentos duros com o dente operado.
Camada 7: Evidências Científicas, Consensos Internacionais e Normas do CFO
Todas as condutas cirúrgicas, diagnósticas e protéticas descritas neste guia seguem estritamente as resoluções do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Código de Ética Odontológica e as diretrizes globais do International Team for Implantology (ITI - Basiléia, Suíça) e da European Association for Osseointegration (EAO).
As evidências científicas que sustentam a previsibilidade da carga imediata encontram-se amplamente documentadas em estudos clínicos indexados no PubMed / MEDLINE. Destacam-se os protocolos de Daniel Buser sobre estética em áreas anteriores da maxila, as normas de Dennis Tarnow sobre a manutenção da distância de 3 milímetros entre implantes e dentes para preservação da papila interdental, e as métricas de Tomas Albrektsson para estabilidade marginal do osso peri-implantar (reabsorção inferior a 1,5 mm no primeiro ano e menos de 0,2 mm anual subsequente).
A união entre ciência biomecânica e precisão digital permite que os pacientes de Arcos e região recuperem a plenitude do seu sorriso e a segurança para se expressar desde o primeiro dia de tratamento.
| Parâmetro de Avaliação | Implante com Carga Imediata | Implante Convencional (Carga Tardia) | Prótese Provisória Móvel (Roach / Perereca) |
|---|---|---|---|
| Instalação do Dente Provisório | No mesmo dia ou em até 24 a 48 horas | Espera biológica de 3 a 6 meses sob cicatrizador | Imediata após moldagem prévia do arco |
| Fixação e Conforto Clínico | 100% fixo, parafusado sobre pilar intermediário | Sem elemento dental fixo no sítio cirúrgico | Móvel, sustentada por grampos metálicos ou palato |
| Torque Mecânico Mínimo | Alto (≥ 35 a 45 N.cm com ISQ ≥ 65) | Padrão ou moderado (20 a 30 N.cm) | Não aplicável (sem ancoragem intraóssea) |
| Função Mastigatória Inicial | Estética e fonação plenas; mastigação macia protegida | Nula no dente operado; restrita às áreas vizinhas | Instável; solta com facilidade ao mastigar alimentos |
| Preservação Gengival (Papilas) | Excelente: sustenta o contorno e perfil de emergência | Boa, mas exige remodelamento na reabertura cirúrgica | Desfavorável: pressiona a mucosa e reabsorve o rebordo |
| Segurança Biológica Óssea | Exige infraoclusão para evitar micromovimentações > 150 µm | Protegido sob a mucosa sem sobrecarga mecânica | Risco de atrito contínuo sobre a ferida cirúrgica |
| Impacto Emocional e Social | Zero constrangimento; paciente nunca fica desdentado | Pode gerar desconforto temporário de autoimagem | Gera insegurança ao falar, sorrir e se alimentar |
Dúvidas Frequentes sobre o Tema
É realmente possível colocar o dente fixo no mesmo dia da cirurgia?
Sim. É possível sair com um dente provisório fixo e funcional no mesmo dia da cirurgia ou em até 24 a 48 horas, desde que o pino atinja torque mecânico de inserção igual ou superior a 35 a 45 N.cm, o osso possua boa densidade tomográfica e a coroa seja instalada em infraoclusão total.
Como funciona implante carga imediata na mastigação dos primeiros dias?
A coroa provisória da carga imediata não deve ser utilizada para mastigar alimentos consistentes. Ela é planejada em infraoclusão (sem toque nos dentes antagonistas), servindo para devolver a estética do sorriso e a fonação, enquanto a mastigação macia deve ser feita preferencialmente pelo lado oposto.
O dente provisório instalado no mesmo dia é o definitivo?
Não. O dente instalado no mesmo dia é uma coroa provisória confeccionada em resina de alta densidade (PMMA ou bisacrílica). Sua função é preservar o contorno da gengiva e a estética enquanto o osso cicatriza. A coroa definitiva em porcelana ou zircônia é confeccionada após 3 a 6 meses de osseointegração consolidada.
Qual o torque mínimo necessário para instalar o dente na hora?
O consenso científico internacional exige torque cirúrgico de inserção de no mínimo 35 a 45 N.cm e estabilidade por análise de frequência de ressonância com ISQ igual ou superior a 65. Valores inferiores desaconselham a colocação da coroa no mesmo dia para evitar micromovimentações patológicas.
Colocar implante com carga imediata dói mais do que o tradicional?
Não. A sensação é idêntica à do implante convencional e totalmente indolor, pois o procedimento é realizado sob anestesia local de alta difusão tecidual (Articaína a 4%). Com o uso de guias cirúrgicos 3D sem cortes extensos de bisturi (técnica flapless), o pós-operatório costuma ser muito mais suave e sem dor.
E se o torque cirúrgico for menor que 35 N.cm durante a cirurgia?
Se o torque obtido for inferior a 35 N.cm, o cirurgião prioriza a segurança biológica do implante, mantendo o pino protegido sob a gengiva ou com cicatrizador para osseointegração convencional de 3 a 6 meses. O paciente utiliza um dente estético provisório adesivo ou removível sem apoio no implante recém-instalado.
Quais alimentos são permitidos nas primeiras semanas com carga imediata?
Nos primeiros 3 a 5 dias, a dieta deve ser líquida e pastosa fria (vitaminas, sopas batidas em temperatura ambiente, purês e iogurtes). A partir da segunda semana, alimentos macios e brandos cozidos (peixes, ovos, arroz empapado) são liberados, sendo proibido morder alimentos duros com o dente operado.
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